quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu sinto falta, e isso é nítido. Falta de não sei o quê, não sei de quem. Cada barulho que ouço, cada imagem que vejo, cada cheiro que sinto, lembra algo que não vivi, algo que ainda não vi.
É uma saudade que não têm começo, um vazio que, talvez, nunca foi preenchido, um lugar que nunca foi ocupado.
Sinto falta das músicas que ainda não ouvi, dos poemas que não li, do que ainda não escrevi.
Ecos de palavras que nunca foram ditas, de portas que nunca foram abertas, de passos que nunca seguiram.
Vejo tudo isso pelas janelas, que ainda não se abriram.
(Bruno Alves)

Nenhum comentário:

Postar um comentário