domingo, 26 de junho de 2011

Em meio à tempestade de confusões,
Eu via uma faísca do sol a brilhar,
Nuvens negras flutuantes chegavam,
E a chuva de medo começou a cair.
Pingos afiados me acertavam
Eu estava sem proteção, e eles me machucavam.
Dias nebulosos pareciam eternidades,
Não havia para onde fugir.
As lembranças me cercavam,
Mostrando que ainda havia sol.
As lembranças me cercavam,
E mostravam o que eu não enxergava.
Que em meio à neblina
Eu não estava sozinho.
Uma mão se estendia, ela sempre esteve ali.
E com um sopro, fez com que as nuvens se espalhassem.
Para longe.
A faísca do sol se tornou uma explosão de raios
Que iluminam dias, tardes e noites.
E, se as nuvens negras voltarem,
Eu não estarei sozinho.
Aprenderei a soprar também,
Como um pássaro que aprende

A se proteger das nuvens negras dos céus.
Aprenderei a ensinar também.
Como um pássaro que ensina sua cria
A abrir seus caminhos com o bater de suas asas.
E ensiná-lo da forma que aprendi,
Que ninguém está sozinho.
(Bruno Alves)

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