Meus olhos fechados
Escondem minha mente
Ligada 24 horas por dia.
Meu silêncio, na verdade,
É um grito, um chamado, um aviso
De quem busca sinceridade
Nos olhos de quem fala, nos olhos de quem escuta.
Sinto-me nadando contra a correnteza,
Esbarrando e atrasando quem já encontrou seu caminho.
Enquanto eu não aprender o meu,
Ficarei estagnado.
O fluxo não é meu rumo.
Continuo inerte.
Sem a leveza de quem está sendo levado pelo destino.
Paro. Penso.
Deixo aqui minhas frustrações,
Paro. Penso.
Deixo aqui minhas frustrações,
Meus pensamentos e lamentações.
Também coloco sobre tudo isso uma rocha.
Uma rocha que qualquer brisa poderá mover.
E se uma sombra passar diante de mim, decidi que,
Será como um vulto passando em frente um cego.
Fecharei meus olhos e não pensarei em mais nada.
(Bruno Alves)

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